quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O Bordão do Mário




Esta rica experiência tem que se transforma num tónico para inspirar o caminhante em novos desafios, sabendo sempre que o caminho se faz caminhando. A vida sem obstáculos perdia o sabor da glória no momento da conquista.

Assim escreveu Rui Nóbrega, dinamizador do grupo Madeira de Lés-a-Lés, enquadrando um outro texto. O do Mário.

Foi em maio último. O Mário fora desafiado para uma caminhada nível de dureza 5 (numa escala de 5). O nível de dureza concluí eu, depois de ler o que escreveu, claro. Qualquer coisa como “em números redondos, 3 horas para cima e 4 horas para baixo” (palavras do Mário), entre a Vereda da Achada dos Judeus e o Topo das Queimadas, locais que, apesar da minha “vasta” experiência de 85 km sobre pés, de lés-a-lés, naquela ilha, desconheço. Ainda. Lá voltarei, como de resto havia apalavrado com o Mário, 4 dias antes do dia em que o coração do Mário decidiu parar, já que o seu dono teimava em não lhe dar descanso.

Nesse texto que o Mário escreveu e me enviou, intitulado “Rocha, o homem caiu”, o homem que caiu foi efetivamente ele próprio, mas rapidamente se levantou porque, claro, e palavras dele, “havia todo um prestígio a manter”. Assim era o Mário.

Foi nesse texto também que soube existir a palavra “bordão”. “O que é? Um bastão?”, perguntei eu. “É uma espécie de cajado”, respondeu ele. O bordão. De madeira, pesado, a contrastar com essas modernices que uso, leves, em carbono, que encolhem e esticam, para não comprometer o desempenho do “atleta” e que, só para marcar a diferença, têm o nome de bastão. “Super Mário” era o que lhe chamava a brincar. Mais uma vez provava que o era. No sábado passado, antes de partir para a sua caminhada, enviou-me a foto do bordão. Vou guardar, qual relíquia.

Há um par de meses, quando fiz 40 anos, deixou-me três lindas garrafinhas de poncha da Madeira. Não tive coragem de lhe dizer que detesto licores ou bebidas doces. Mas as garrafas eram (são) lindas. Prometo que as vou esvaziar, por ele, para ele, brindando e exclamando o seu nome. Não por acaso, ainda há dias lia “there is no eternal resting place for anybody, we exist to eternally create”. O Mário que não pense que lhe vão dar descanso.

De resto, do Mário guardarei a contagiante alegria, a genuína amizade, os “olás” inesperados (e que sabiam tão bem) e os fantásticos momentos pós-foruns-europeus-sobre-qualidade-de-serviço-aeroportuário: o melhor kebab no tasco mais manhoso de Istambul e a requintada “raclete” no Café de l’Hotel de Ville de Genebra, onde o chefe dos empregados era emigrante português, proferiu com dificuldade a palavra “saudade” e nos deixou a ambos a choramingar.

Saudade é o que me, nos deixas. Olha por nós. Decerto estás bem e confortavelmente instalado nesse cantinho de céu que é teu por direito.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

É Natal há 2015 anos

Há uma pequena aldeia algarvia, a 8 km de São Bartolomeu de Messines e a 11 de Silves, onde ainda é garantida a missa de domingo e dias festivos.

É curioso como, por esse país fora, se fechem escolas e centros de saúde, obrigando os habitantes a percorrer distâncias desejavelmente evitáveis e, por aqui, a Igreja, através do pároco de Messines, continue a assegurar a "palavra do Senhor" junto de quem acredita.

Tive uma educação católica, cresci num colégio de jesuítas, mas quis a vida (ou quis eu) que me fosse afastando d'A Palavra, não dispensando no entanto, a visita de Natal à Igreja. Faz-me bem.

Hoje éramos 20 para ouvir o padre, apoiado pelo sacristão. Na assistência, a "irmã" "comandava" gentilmente os cânticos que as velhinhas, a muito custo, iam tentando acompanhar. Por entre 18 velhinhos (eu estou incluída no grupo), a Inês e o Diogo, únicas crianças presentes, foram rapidamente apercebidas pelo padre. E, a partir daí, a missa foi entre os três e o menino nas palhas deitado.

Entre leituras, o padre ia dialogando com os meus filhos, garantindo que mantivessem a atenção. Chegada a homilia, puxou de três cadeiras e levou-os para junto de si, frente ao altar, de costas para nós, mas voltados para o menino. E ali assistimos a uma conversa deliciosa, com os disparates típicos de crianças, por vezes "boquiabertas" (com que então temos que rezar pelos "maus"?), com o Diogo a anunciar que o amor não se compra e a Inês a esclarecer que Jesus tem 2015 anos, mas ainda está entre nós.

Orgulho e felicidade desmesuradas foi o que senti.

Se não for antes, cá estarei, nesta pequena igreja, daqui a um ano, para agradecer a sorte com que fui bafejada.

Venha agora a roupa velha, que tão feliz me deixa também.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Dois dígitos



A entrada nos dois dígitos.
10 anos de Inês.
10 anos a ser mãe.
Duas mãos cheias.
Cheias de coisas boas, cheias de coisas menos boas.
Cheias de alegrias, cheias de aflições.
Cheias de caras lindas, cheias de caras feias.
Cheias de mimos e beijos. Nunca nos esqueçamos, porque nunca são demais.
Cheias de “gosto tanto de ti” (e eu também gosto muito de ti), “o mundo não é justo” (pois não, Inês, não é), “és tão linda, mamã” (como és linda, Inês), “és feia” (pensaste mas não disseste, eu sei) e “leva-me a correr contigo” (sim Inês, levo-te a correr comigo).
Cheias dos teus olhos lindos e das tuas sobrancelhas farfalhudas (tu não estragues essas sobrancelhas, como eu estraguei as minhas, à tesourada, já te avisei).
Cheias de bilhetinhos e recadinhos, com a tua linda caligrafia (oxalá me escrevas bilhetinhos até ser muito velhinha).
Cheias. Cheias. Cheias.
E de coração cheio, é como me deixas!

domingo, 8 de novembro de 2015

Porto Sentido

Se há dois anos assumi o papel de chef e escrevi uma receita denominada "Maratona à Moda do Porto", hoje, agora mesmo, faço umas contas de merceeiro e concluo que posso demorar mais do dobro do tempo a percorrer 42 km do que aquele que preciso para percorrer cerca de 300 km. É apenas uma questão que se prende com o que levo debaixo dos pés. Mas não trocarei os ténis pelos pneus.
Há tempos escrevia o Fernando Andrade que a Prova Rainha merecia respeito. Pois bem. Hoje, a rainha pôs esta sua "serva" em sentido (tanto quanto posso estar, pois estou um pouco marreca). Há uns anos este papel cabia ao meu pai. O de me por em sentido, não marreca, claro.
Do lado de lá, a caminho da Afurada, caminhei bastante. Caminhei tanto que achei que assim não fazia sentido. Comecei então a caminhar para trás e quando me preparava para remover o dorsal, parei a olhar o rio e os atletas que já corriam na margem oposta. Segundos depois retomei a caminhada no sentido contrário. No certo. Certo para quem queria chegar ao fim.
Pontuada aqui e acoli de momentos de grande alegria, esta maratona trouxe-me de volta a Angela, que não via desde os 5 dias de Caminhos de Santiago, em 2014. A Angela, que está fora desta rede social, não me lerá, mas ouviu mais de três vezes o meu agradecimento (e viu lágrimas à mistura) por me ter voltado a por a correr junto ao Freixo, acompanhando-me até ao túnel, onde os Vangelis tocavam o Chariots of Fire (caramba, como nos fazem acreditar que somos invencíveis!).
É de facto a rainha com súbditos mais fiéis. Protestam mas voltam sempre. E nunca o Verão de São Martinho foi tão Verão. E amanhã lá estarei a descer escadas de lado.
Muito obrigada a todos os "força Susana", "é já ali" (e todos sabemos que nunca é, mas sorrimos), "allez Susáná" e todas as palavras de incentivo da fantástica equipa de voluntários que saiu para as ruas da segunda mais bonita cidade do país!

PS - Deixo a versão original, mas para quem conhece a do Mr. Bean, hoje fui o Bean!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

40 dias para os 40



A 8 de outubro começou o evento “faltam 40 dias para os 40”.

Sempre fui miúda de festas.

Bem cedo, ainda novinha, convidava todos os meninos e meninas da Base das Lages para comigo apagarem as velas. Mais tarde, suplicava (não era preciso suplicar muito) à minha mãe que cozinhasse verdadeiros banquetes para os amigos que recebia em casa – primeiro os do colégio, depois os da faculdade. 

Já “crescida” (madura, talvez, porque nunca cresci grande coisa), comecei eu a tratar da logística. Umas vezes em casa, outras fora.

Gosto de fazer anos e de os celebrar. Sinal que estou viva e de boa saúde.

Andei meses a pensar como iria comemorar a entrada nos 40. Sim, também sou pessoa de muito e antecipado planeamento. Pensei que enveredaria pela forma mais tradicional – juntar todos os amigos, num espaço suficientemente grande, pois há muita gente de quem gosto (e aposto que gosta de mim). Se encontrar um espaço seria fácil, mais difícil seria ter todo o tempo que gostaria para dedicar a quem gosto.

E então lembrei-me.

Recuei no calendário 40 dias e decidi que iniciaria assim o processo de celebração, em diferentes dias, diferentes momentos, diferentes pessoas, diferentes experiências. Uma espécie de celebração cigana, mas antecedendo a data festiva.

Porque tenho que fazer isto (e ver quem quero) antes de iniciar a vida que então começará. É o que dizem, certo? Que a vida começa aos 40. Então vamos lá fechar esta (vida) com alegria. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Por muito que corramos, nunca correremos tanto quanto eles

(texto originalmente publicado no JN Running)






Azahar, Erica, Enebro, Éon, Era, Espiga, Fado, Fresa, Fresco, Drago, Fauno, Foco, Calabacín, Biznaga, Flora, Fruta, Castañuela, Artemisa, Juromenha, Jabugo, Jacarandá, Katmandú, Kentaro, Kahn e tantos outros. Olhos de gato amarelos-esverdeados, “colar de pelo” que mais parece juba de leão, manchas de leopardo.

Assim é o lince ibérico. Assim o são todos aqueles que enunciei acima e já passaram pelos 5 Centros de Reprodução do Lince Ibérico, localizados em Espanha e Portugal.

Em 2002 a população deste felino estava no limiar da extinção, ocupando a categoria que é considerada a “ante-sala” da extinção de uma espécie na natureza. Em Portugal, não se via um único lince na natureza desde o início da década de 90.

O lince ibérico não está livre de perigo e integra ainda a lista de espécies ameaçadas do planeta, mas o sentimento de quem se lhes dedica é de confiança. Depois de assinado o “Acordo entre Portugal e Espanha para a Criação em Cativeiro do Lince Ibérico”, que constituiu a base para a participação de Portugal no programa de reprodução em cativeiro, Espanha passou a ceder exemplares para a respetiva reprodução em cativeiro no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI), a funcionar na Herdade das Santinhas, em Silves.

O I Trail do Lince, que se realizou a 12 de setembro em pleno coração da Serra Algarvia em Silves, foi o primeiro de muitos que lhe seguirão, seguramente. Trata-se de um projeto que pretende aliar o desporto à defesa deste bonito felino, sendo que o propósito da organização é alargar o projeto à escala ibérica, já em 2016.

Por cada inscrição no Trail do Lince foram entregues dois euros ao World Wide Fund for Nature (WWF) e ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), apoiando assim a preservação do único grande mamífero carnívoro endémico da Península Ibérica atualmente em perigo.

Com um percurso traçado pela associação Algarve Trail Running (ATR), a prova apresentou-se em três modalidades – trail longo (42 km), trail curto (10 km) e caminhada (10 km) – e reuniu cerca de 300 participantes.

Mais coisa, menos coisa, foram 600 pés a seguir as pegadas do lince, a disfrutar da sossegada Serra Algarvia, a beneficiar do cuidado dos elementos da organização e da simpatia das gentes daquelas paragens - bombeiros e locais, pouco habituados a tanto frenesim, quase exclusivo do litoral algarvio.

Num percurso muito bem marcado, com partes coincidentes com a bonita Via Algarviana (confirmado o meu desejo de a percorrer, de “lés-a-lés”), fomos brindados ora com a sombra proporcionada por eucaliptos e pinheiros nos vales, ora pelo sol que já fazia anunciar um dia quente, enquanto calcorreávamos bonitos estradões na cumeada dos cerros – verdadeiras “chapas” HD a 360º, com horizonte a perder de vista. Foram precisos 30 km para avistarmos as primeiras habitações e ouvir outro som que não fosse o do cantar das cigarras.

A título pessoal, guardarei as imagens de locais que me viram crescer e brincar, a presença do meu pai, que seguindo a sua “cria”, me foi surpreendendo com os seus mimos em diversas partes do percurso e a companhia do António, que prescindiu de seguir o seu caminho mais rápido, dizendo que esta seria uma “experiência diferente”, a de ir “corrandando” pelo trilho (e assim garantiu, naturalmente, o último lugar da classificação geral).

Guardarei também a deliciosa experiência de conseguir o meu melhor e pior resultado de sempre – 3ª e última classificada geral feminina, garantindo-me assim a subida a um pódio que já havia sido atribuído às duas primeiras atletas, alguns minutos antes, com os mesmos aplausos que os primeiríssimos recebem, mas palavras ainda mais carinhosas – porque sim, porque ser (e saber ser) último também exige trabalho.

No sábado passado, os 300 participantes que estiveram na Serra Algarvia “vestiram a pele” dos cerca de 11 linces ibéricos em Portugal a usufruir da liberdade na natureza. Até ao final do ano mais lhes seguirão as passadas. Por muito que corramos, nunca correremos tanto quanto eles. Os dois manos Kentaro e Kahn, libertados há 8 meses no centro de Espanha, percorreram mais de 2.500 km, tendo um seguido para Norte, passeando-se por terras do Douro e outro para o Sul de Portugal, numa viagem épica de duatlo, que incluiu o atravessamento a nado da barragem do Alqueva.

Só este ano o CNRLI já viu nascer 13 crias. Se a reprodução é um sucesso, já a reintrodução desta espécie na natureza apresenta enormes desafios. O nosso desejo é de voltar aqui, daqui a uma década, depois de mais uma edição do Trail do Lince, e podermos escrever que foi retirada a classificação “em perigo” aos exuberantes linces ibéricos.





terça-feira, 1 de setembro de 2015

Lisboa, temporada 3

ilustração: Desenhador do Quotidiano

Lisboa, temporada 3. A sequela da temporada 1 e 2, que já escrevi por aqui.

O primeiro dia do mês é sempre um bom dia para a tomada de decisões. Mais ainda quando se trata do primeiro dia do típico mês de regresso a qualquer coisa - à escola, ao trabalho, à rotina diária sem folgas ou sestas.

Por isso, no dia 1, calço as sapatilhas, saio de casa e desço a avenida do aviador até ao Campo Pequeno, acreditando que sou tão veloz quanto o Louie Zamperini retratado por Laura Hillenbrand – o livro das férias que me obrigou a secar muitas lágrimas nos bordos da toalha de praia. Agora, como estou a ler “A filha do capitão”, do José Rodrigues dos Santos, olho para os rapazes que jogam futebol de 5 no court e recordo que por ali, sem redes ou piso adequado, já outros rapazes correram atrás de uma bola e ainda não se falava em touradas. Vou-me obrigar a não falar de touradas, porque terei que ir buscar os kleenex (já não tenho comigo a toalha de praia) e porque é de facto um fenómeno atroz que não entendo. Tanta coisa que não entendo.

Sigo pela avenida de República, passo frente ao Galeto e penso nas tostas de bife com cebola caramelizada. Depressa me lembro de uma das resoluções do dia 1, largo a imagem e sabor da tosta na esplanada e sigo caminho. O Saldanha está mais bonito. Brutal, como tantos dizem. Oxalá o dia 1 traga consigo uma nova palavra da moda. Detesto “brutal” por ser uma palavra… bruta. Posso sugerir? Sensacional, incrível, estonteante, impressionante, eletrizante, fenomenal, fabuloso, espantoso, formidável, maravilhoso, surpreendente, esplêndido, notável, extraordinário, excecional. Ena, tanta palavra bonita!

Desço a Fontes Pereira de Melo, chego ao banzé do Marquês de Pombal. Cuidado, muito cuidado, Susana. Mais de 500 acidentes em 3 dias, registados pela operação de fim de época estival da GNR. Os números de feridos graves e mortos eram tão absurdamente assustadores, que eliminei dos meus registos. Que raio de gente ao volante neste País. Que giro, se escrevesse “deste”, a afirmação assumiria contornos totalmente diferentes. Mas também não vou falar de política.

Inicio a descida da avenida da Liberdade. Como sempre, os vestidos e malas que não poderei comprar. E, também como sempre, a importância disso é nenhuma. Ao lado do passeio onde corro, a ciclovia que há tempos percorri e mais parecia o mar alto sem amortecimento. Mas lá está. Os que ali fazem compras não se passeiam de pasteleira, por isso, porquê consertar?

Rocio. Sim, à moda do antigamente. Porque antigamente havia por ali os “água vai”, mas também passeavam carroças com cavalos e senhoras com vestidos compridos, chapéus e sombrinhas. E tomar café na esplanada era ritual de luxo. De gente com tempo. Hoje tomamos “bicas” à meia dúzia por dia. E engolimos em dois tragos porque não temos tempo a perder. Quero o Rocio em vez do Rossio, pode ser?

Cais das Colunas. Antes desembarcavam chefes de Estado, caminhando elegantemente sobre as pedras de mármore. Gente importante. Agora… agora vem gente não menos importante, apressadamente, balançando em cacilheiros, com as mordomias que o valor do passe mensal oferece. Nenhuma que não seja a de atravessar para um e outro lado. Mas podem contemplar o rio. Bem bom.

A minha viagem chega a meio. Agora há que voltar para trás. Subir tudo o que desci. E procurar sentido nas palavras de Ludwig Wittgenstein que o José Rodrigues dos Santos escolheu para arrancar a sua história. “O sentido do mundo emerge fora do mundo. No mundo tudo é como é e acontece como acontece”. Prefiro não pensar assim. Afinal, teremos algum propósito nesta vida que irá para além de garantirmos a nossa exclusiva felicidade, certo?

No final, quando tudo parecer demasiado complicado, façamos como nos canta a pequena Paula Bélier – “la vie c'est plus marrant, c'est moins désespérant, en chantant”. Se não viram o filme (La Famille Bélier), vão ver.

Setembro, “o Maio do Outono”. Existirá alguém que não fique feliz com a sua chegada?

Bem-vindo Setembro!