quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Happiness is something that comes a lot more easily when we stop thinking about it
“If only we’d stop trying to be happy we’d have a pretty good time.”
Uma excelente leitura para início de ano e para reler sempre que justifique, nos restantes 365:
Stop Chasing Happiness
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Sopram-se 11!
Em tempos escrevi que o meu segredo passava por depender de
muitas coisas para ser feliz.
Assim, quando uma falha, outras me animam.
Isto é tudo verdade, mas há uma exceção.
Já não conseguiria ser feliz sem a minha Inês.
Há 11 anos a fazer-me feliz!
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Uma Grande Rota que já leva 41 anos
Recordo-me de há alguns anos ter escrito uma extensa “wishlist”, carregada de coisas boas, umas materializáveis, muitas mais não. Nos desejos materializáveis incluia os bifes panados com arroz de tomate e feijão da minha mãe. Dos outros, os “esotéricos”, fazia parte uma complexa mas inspiradora citação: “coragem para mudar o que posso mudar, serenidade para aceitar o que não posso mudar e sabedoria para conseguir distinguir uma coisa da outra”.
Quem gosta de andar serra fora como eu, sabe que não minto se disser que por lá é tudo muito mais fácil do que no “mundo real”. É certo que temos altos. Temos baixos. Temos energia. Falta-nos demais. Por vezes temos um horário a cumprir. Noutras temos tempo de sobra. Temos fitas ou marcas de uma qualquer rota a dizer-nos por onde seguir. Às vezes perdemos-lhes o rasto, mas rapidamente nos apercebemos do engano, voltamos atrás, recomeçamos de novo. Mais fácil seria impossível.
Nestes últimos meses, os traços vermelho e branco de uma Grande Rota têm feito parte de algumas horas das minhas semanas. E já me aconteceu desejar que os pudesse ter na “vida”, a apontar-me o caminho a seguir, com a garantia de que chegaria a bom destino. O trajeto poderia não ser fácil, poderia ter obstáculos (como sempre existem), mas saberia estar a tomar a direção certa para atingir o meu derradeiro objetivo de vida: ser feliz e fazer os que me são queridos felizes.
Apesar de nem sempre saber o caminho a tomar, reconheço que sou uma quarentona com sorte. Independentemente dos meus infinitos defeitos, estou muito feliz por ter nascido esta Susana que sou e não outra coisa qualquer (sim, sim, mesmo a Scarlet Johansson). Só preferia não me chamar Susana (lá estou eu).
Um agradecimento muito especial a quem me tem acompanhado e ajudado a trilhar este longo caminho que já leva 41 anos e muitos, mas mesmo muitos mais altos do que baixos. Estou convicta que ainda falta um pedaço para o “resto” (vou viver até velhinha), por isso “não saiam dos vossos lugares” - ainda terão que me dar uma mãozinha!
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Ases nos Asas
Acontece que, há precisamente 4 anos, a família se
juntou nos sofás de uma casa numa aldeia serrana algarvia para ver a estreia da
reportagem do programa “Perdidos e Achados” da SIC, sobre os Asas de Portugal.
Ainda esta semana falava com o meu pai (a quem também
chamam o “pai dos Asas”, e sim, sinto um orgulho desmesurado nisso) sobre as
aventuras da “nossa” patrulha, nos tempos em que ainda se exibiam nos ares as
cores nacionais, a fazer leques, saca-rolhas, cascatas e reuniões em looping.
Infelizmente não são estas as manobras que nos salvam
o mundo, mas são “pequenas” coisas como estas, como diz o meu pai nesta
reportagem, que trazem alegria para as nossas vidas.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Correr até ao céu... ou só metade
Foto: Miro Cerqueira
Falámos em janeiro, alguns dias antes de partires.
Falaste-me do bordão. Eu não sabia o que era um bordão.
Disse-te que cada vez corria menos e me iria dedicar às
caminhadas. Andava cansada, justifiquei. Prometi ainda que quando voltasse à
Madeira te acompanharia, a ti e ao teu grupo, o “Madeira de Lés a Lés”, num dos
vossos longos passeios, que começam todos os sábados às 7 da manhã.
Voltei à Madeira, mas já cá não estás. Afinal eras tu quem
estava cansado.
Não te acompanhei na tua caminhada, mas acompanhaste-me tu
na minha. Foi no sábado, mas já passava das 7. Não lhe chamam caminhada, mas
sim Santana Sky Race. Grande pinta, não achas? De “race”, claro está, a minha
experiência pouco teve. Mas fiz o meu melhor, que é como quem diz, não
impressiono ninguém senão a mim mesma, pelo que vejo, pelo que sinto e pelo que
transpiro!
Não te deslumbres com o que te conto. Os heróis - os mais
experientes, treinados e ousados - fazem a Ultra Sky Marathon Madeira. Dobro da
distância, três vezes o desnível - vai na volta sobem tanto que te estendem a
mão! Caramba, como não me lembrei disso?!
Super Mário, a tua ilha é linda. Ouves-me, aí ondes estás? É
tão bonito quanto aqui? Andas por aí a semear simpatia e a despoletar
gargalhadas como fazias cá por baixo?
Fazes cá falta.
domingo, 1 de maio de 2016
Estói aqui!
Na partida - e sim, fui propositadamente a última a sair!
“Todos os anos a aldeia de Estoi celebra a Festa da Pinha, uma tradição secular que, no dia 1 de maio pela madrugada, faz aparecer nas portas, varandas, jardins, ruas, praças e estradas vários bonecos. Estes bonecos de tamanho próximo do real, feitos artesanalmente pela população com palha e diversos tecidos, são conhecidos por Maios e Maias. A origem desta tradição remonta às festas pagãs da Roma antiga. Ao longo dos tempos esta tradição tornou-se símbolo da chegada da Primavera, dando as boas vindas ao mês de maio, garantindo que as colheitas corressem bem, afastando o diabo ou as bruxas e, mais recentemente, como sátira social”.
No início, em Estói, e já vou cansada!
Ontem estive em Estoi, no Trail de Ossónoba/Água de Faro,
para o trail de 25 km que arrancou do Largo da Igreja pelas 18:30. Nunca antes
havia ligado o frontal na Serra Algarvia. Foi uma experiência deliciosa, com a
Primavera a fazer-se anunciar com os seus cheiros, mais intensos depois do
ocaso. Quando os ouvi, aos grilos, dei-me conta das saudades que tinha dos seus
cantares! No final, não quebrando a tradição, encontrei esta Maia (que afinal
nasceu em novembro), com tamanho próximo do real – 1,56 m, mais coisa, menos
coisa - um pouco cansada. Afinal foram mais de 1.100 metros de desnível positivo!
É agora que chegamos lá acima? (não sabes em que vais subir mais 4 "serras"!)
A ATR está de parabéns - mostrou-me uma parte do Algarve que desconhecia e fê-lo de forma exemplar: desde as marcações, à simpatia dos voluntários (imensos por todo o percurso!) e com uma receção na meta muitíssmo animada, ou não se celebrasse a chegada de tantos Maios e Maias que se aventuraram "monte" fora.
E agora, tempo de festejar a chegada de maio (o mês, não o
boneco), celebrar o dia do trabalhador (que hoje não trabalha!) e por último,
mas seguramente mais importante, na qualidade de mãe abraçar os meus filhos e
na qualidade de filha abraçar a minha mãe!
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Eccezionale Einaudi!
Einaudi, no Coliseu de Lisboa
“A true lover of art
- recognizes art - no matter the difference”. Li esta frase esta manhã, perfeitamente enquadrável no tributo
que Einaudi dedicou a Prince, ontem, no Coliseu de Lisboa. Só veio provar que este
brilhante compositor é de facto um senhor da música. E assim tocou “Fly”.
Antes dessas já outras havia tocado. E com muitas
outras nos presenteou depois. As novas, as antigas, as “velhinhas”. Assim, de
repente, Night (um encanto!), Petricor, Drop, Four Dimensions (que interpretação!),
Elements (claro!), Twice (para mim, a melhor do novo album), Una Mattina, Time Lapse… Acompanhado
e a solo. Duas horas de música que dificilmente não marcaram quem por lá
esteve.
Só não foi a “experience” perfeita, porque há muitas dezenas de
espectadores que ainda não sabem que um espetáculo desta natureza é diferente
dos que se ouvem no MEO ARENA e merecem outro tipo de postura. Por respeito aos
artistas e a quem lá está para ouvir nenhuma outra coisa que não seja Einaudi e
usufruir de nenhuma outra luz que não seja a do palco – flashs, telemóveis
ligados e coisas que tais não se enquadravam naquele lugar.
Com Einaudi estiveram 5 outros músicos - o Riccardo não terá deixado as meninas indiferentes (e não falo apenas da percussão!) e o Federico, que trocava de instrumento como as senhoras trocam de brincos, deixou-nos de boca aberta.
Com Einaudi estiveram 5 outros músicos - o Riccardo não terá deixado as meninas indiferentes (e não falo apenas da percussão!) e o Federico, que trocava de instrumento como as senhoras trocam de brincos, deixou-nos de boca aberta.
Einaudi e a sua música fazem bem à saúde. Fabricam sorrisos e despoletam "pêlos eriçados". Já o havia provado no CCB em 2013 e voltou a mostrar porque tanta gente, miúda e graúda, vibra ao som das suas composições - se ouvi-lo em casa, no carro ou nos trilhos é uma preciosidade, ao vivo, é um fogo de artifício de criatividade.
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